quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Cristo e o não romantismo da Cruz! A crueza da dor, do sofrimento e da morte do Filho de Deus.


Cristo e o não romantismo da Cruz!
A crueza da dor, do sofrimento e da morte do Filho de Deus.




Desde a era apostólica, e antes dela, muitos empreenderam a tarefa de falar a respeito daquele que foi e é chamado Filho do Deus vivo, todavia, não foram muitos (refiro-me aos mais notáveis adeptos do cristianismo) os que falaram de forma realista aquilo que o Cristo sofreu, o quanto sangrou e quanta dor sentiu até que fosse morto. Não é tarefa fácil ouvir a respeito da realidade da cruz, pois é uma mensagem que transtorna a facilidade que o homem tem para criar ilusões diante de si. Definitivamente, a cruz de Cristo não é nem de longe romântica e doce, mas carrega em si a evidência da miséria humana e a amargura a que o Todo-Poderoso, Deus Filho, sujeitou-se.

                Escrevo-vos este texto não com pretensão de fama, mas com a de desfazer essa imagem irreal que criaram em torno do sofrimento do Desejado das nações. Tenho por motivação de escrever esse texto o que o meu saudoso pastor, Gilberto Ewald, disse há um tempo. Mas afinal, qual é a realidade?

                Essa realidade é aquela relatada nos evangelhos. Convém-nos aqui não falar muito a respeito da pureza de Cristo, que nunca conheceu o pecado, como diz a Escritura: Aquele que não conheceu pecado (2Coríntios 5:21), e em como a alegria dele esteve tão somente em fazer a vontade do Pai (Hebreus 1:9). Ele sempre aborreceu a iniquidade (Salmo 139:21; Mateus 23:33; Hebreus 1:9), não deixando dúvidas no que se refere a sua incapacidade de vir a ser infectado pela desobediência. Cristo sempre foi 100% isento de pecado, 100% puro, 100% em comunhão com o Pai, mas, mesmo assim, houve uma coisa que foi capaz de lhe deixar agoniado, que, como vemos em Lucas 22:44, foi o suportar sobre si o peso do pecado (que não era seu, visto que era impecável).

                Durante todo o seu tempo na terra, Jesus jamais disse alguma palavra que desse a entender que Deus estava longe dele, porém, nos seus últimos momentos de vida, ele exclamou em alta voz: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? (Marcos 15:34). Que é isso senão aquilo que o profeta disse: as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça (Isaías 59:2)? Jesus tinha convicção de que a sua cruz tinha o poder de levar os homens a Deus, mas também tinha certeza de que a sua cruz, visto que estava carregando os pecados do mundo, o afastaria de Deus até a morte. Talvez eu seja insensível, mas essa história em nada se assemelha a um conto romântico, pois não vemos flores, não vemos belos cenários, não vemos carícias e nem ouvimos doces palavras, mas vemos homens furiosos violentando um inocente, vemos blasfêmias e todo tipo de ofensa, vemos sangue, vemos dor e vemos o Rei coroado com afiados espinhos. Diga-me um momento, desde o Getsêmani até a morte, em que cabe pôr os fatos narrados em suave sintonia com notas musicais, em que é possível harmonizar a mensagem da cruz com o romantismo humano, falível e dependente de sensações.

                Que diríamos do que diz a Lei de Deus: o pendurado é maldito de Deus (Deuteronômio 21:23), que Paulo reitera poderosamente, dizendo: Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro (Gálatas 3:13)? Não é outra coisa senão a descrição do verdadeiro significado do que Jesus estava suportando desde o Getsêmani: a opressão do pecado. Foi isso que fez com que o seu suor estivesse como grandes gotas de sangue (Lucas 22:44).

                Cabe ressaltar que o trajeto agonizante de Cristo até a cruz, digo, até a morte, não é nada menos que amor, em sua total pureza e perfeição, que não é capaz, em hipótese alguma, de subtrair algum elemento da realidade com o objetivo de atingir a sentimentalidade alheia. Nessa forma, e levando o atual sentido de romantismo até as últimas consequências, ou seja, como sendo capaz de criar uma doce realidade mesmo que a custo da modificação dos fatos concretos, vemos uma potencial diferença entre o amor, de Cristo, e esse referido melodrama romântico. Enquanto este é puramente sentimental e, por consequência, temporal, aquele transcende os sentimentos, ultrapassando os limites da matéria.

                Por isso e por mais, entendemos que a Escritura não camufla a mensagem da cruz dentro de um denso pano preto, mas expõe cruamente o seu significado.

Breno A. Souza.


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1 comentários:

António Jesus Batalha disse...

Estive a ver e ler algumas coisas, não li muito, porque espero voltar mais algumas vezes,mas deu para ver a sua dedicação e sempre a prendemos ao ler blogs como o seu.Eu acredito que o sofrimento maior de Jesus foi quando nossos pecados caíram sobre Ele, para mim torna-se difícil imaginar este tão grande sofrimento ao ponto do Pai se ter afastado, gosto da sua mensagem muito explicita e bem organizada. Se me der a honra de visitar e ler algumas coisas no Peregrino e servo ficarei radiante, e se desejar deixe um comentário. Abraço fraterno.António.

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